quinta-feira, 10 de abril de 2014

S.r Ardiloso Cortês

 
Conheci esse livro por acaso, escondidinho numa partilheira na seção de usados em uma livraria no centro. como estava com pouco dinheiro, e havia gostado da capa, e da ideia básica da história eu levei.
   A pare mais legal de senhor ardiloso Cortês é o próprio Ardiloso Cortês: ele é um detetive mago, que é um esqueleto vivo. exatamente. não faz o menor sentido, e tamanha loucura só deixa as coisas mais interessantes.
   Na história, o mundo é mágico, ou seja, a magia existe, em meio a todos, mas de forma escondida; este mundo era governado por seres divinos considerados deuses, os Sem Rosto, cansados da tirania, seus sacerdotes resolveram bani-los com uma arma que construíram. essa arma foi chamada de cetro e os sacerdotes de os antigos. mas agora o que era considerado historinhas está sendo bastante considerado por um certo mago do mal, que quer usar o cetro para seus atos malignos.
   Tá... a história não teve nada de surpreendente, mas Stephanie, uma garota de 12 anos acaba entrando neste mundo depois que seu tio, que era um escritor morre, mas ela acha que não foi uma morte natural e sim um assassinato, na partilha dos bens durante o estamento, ela conhece um homem muito estranho, magro, de cachecol e ternos, e um cabelo e óculos, mesmo em dia de sol. era ardiloso, que era um velho amigo do tio de Stephanie e que também desconfia de que as coisas são mais tenebrosas do que parecem..
   O livro é bem legal, embora, como eu tenha dito, não é uma história espetacular, o humor nela empregado é o que dá o verdadeiro tom da história. ardiloso é carismático, sagaz, alem de ser estiloso, afinal, um esqueleto que solta chamas pelas mãos e usa um chapéu, é bem estiloso.
   Se você não entendeu o porque dele ter um nome assim estranho, é oura parte interessante da história.
no mundo onde o livro se passa, os magos podem controlar as pessoas e atingirem-na sabendo os seus nomes, entretanto há três nomes que uma pessoa tem: O seu verdadeiro nome, que é desconhecido, e ninguém além da própria pessoa pode descobrir; o nome que lhe foi dado ao nascer, ou seja, o que está em seus documentos, e o nome que você escolhe, que é a defesa que os magos criam para evitar serem atingidos por magias do tipo, para se protegerem, e, porque não, para terem uma alcunha mais que descolada  ;-) nomes como Porcelana Tristesa, Serpênteo, Medonho e Senhor Êxtase são só alguns deles...
   Descobri que o livro tem continuações, mais 4 volumes. quem sabe eu não os compre num futuro, e saber a que fim levarão as aventuras da garota Stephanie e do sagaz ardiloso cortês

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Foo Figthers - Live At Wembley Stadium

   

Eu sei que parece um pouco estranho resenhar um show de rock kk, mas como os posts da categoria de música andam meio parados, resolvi escrever isso mesmo assim, fora que esse show é foda pra casacoooo!!
   Pra quem não sabe o Wembley Stadium é um estádio ( ah vá!) e o Foo Fighters se apresentou lá em 2008 pra quase 80.000 pessoas! Vish, publico grande e com rasão, porque essa banda é boa demais, e eu falo isso porque sou fã deles, se deu pra perceber. e eu confeço que não sabia que a banda tinha tanta capacidade e tanta versatilidade em palco, mesmo tendo todos os álbuns deles. durante o show várias musicas são intercaladas, algumas do album lançado até a data ( Echoes, Silence, Patience And Grace) com uma abertura sensacional de "The Pretender" ; do álbum anterior a este, o variado " In Your Honor", e algumas das musicas mais marcantes da banda nos últimos álbuns, desde "The ColourAnd The Shape"; "Theres Nothin Left To Lose"; e músicas inclusive dos tempos do Nirvana, como a mais que especial ( porque pra mim é tipo a minha preferida do Nirvana, junto de About a Girl acústica) Marigold.
   Mas o melhor de tudo no show são os momentos de enrolação entre as músicas kkk quando eles prorrogam e interrompem as músicas para solos de guitarras e baterias, e modificações no arranjo da música, sensacional também a participação dos lendários baixista e guitarrista do Led Zeppelin, John Paul Jones e Jimy Page, respectivamente. isso só prova o quanto Dave Groh é apreciado no mundo do rock, criando parcerias com quase todas as grandes bandas das últimas décadas, Dave não para nunca! 
resumindo esse show é lendário, e fico contente de ter incluido ele na minha coleção, altamente recomendado.

Ps: acho que não deve ser dificil achar ele nas americanas, ou em sites como o Submarino
Ps2: muito legal a equipe adicional da banda, a violinista (linda e talentosa u.u) alem de pianistas, e o faz tudo kk que não lembro o nome mas que dá um solo de triângulo, triângulo, e o povo fica louco kk. muito divertido.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Cidades de Papel - John Green

Qual a pessoa que você vê quando olha? Você a enxerga como ela é de verdade?
Esse é, por assim dizer, o tema principal de cidades de papel, livro de John Green, o badalado autor do badalado a culpa é das estrelas ( que por acaso ainda não tive a oportunidade de ler).
Quentin Jacobsen tinha uma certa amizade com Margo Roth Spiegelman, costumavam brincar juntos e explorar por ai, até certo dia, quando eles encontraram um homem caído, morto.      Depois daquilo as coisas meio que haviam mudado, e cada um foi para o seu lado, na adolescência quentinha ainda estuda na mesma escola que margo. Mas agora a garota, descolada e popular, típica líder de grupinhos e festas a fins não mais participa da vida de Quentin, que a vê agora como um objeto de admiração, impalpável e inatingível. A rainha da escola, Margo. Ainda assim ele desejaria que eles voltassem a se reconhecer um ao outro e quem sabe os dois não pudessem ficar juntos.
Numa noite estranha, margo aparece na janela dele e o chama para dirigir o carro numa serie de atividades estranhas, como arrancar a sobrancelha de um garoto, ou jogar um peixe dentro do carro de uma ex-amiga, e visitar o Sea World no meio da noite. Margo era assim, imprevisível e aos olhos do personagem, adoravelmente excêntrica. Quando Quentin achava que as coisas entre eles mudariam depois daquela note, margo some, não vai mais a escola, simplesmente saiu de casa sem dar explicação alguma; até para os pais dela aquilo era normal pois a garota costumava fugir e voltar em alguns dias, mas Quentin achava que dessa vez era diferente e que talvez ela não pudesse mais voltar. Mas ao que parecia, a garota havia deixado pistas misteriosas, que levariam aonde ela está, e somente Q poderia acha-la. Junto de seus dois amigos radar e bem eles investigam e visitam lugares por onde a garota poderia ter passado, numa busca para encontrar sua paixão.
 O livro não pareceu me empolgar tanto, o que foi um pouco estranho no começo, mas depois que eu peguei o jeito, a historia foi ficando mais interessante. O protagonista nem me instigo tanto assim, pois parecia um garoto comum demais, margo por outro lado me entediou pelo fato de ser excêntrica demais, típica garota que quer chamar a atenção, por isso eu me interessei bem mais pelos personagens secundários e sua relação com Q, como seus dois amigos Radar (que vive reclamando que seus pais tem e ostentam uma enorme coleção de Papais Noéis negros, kkk) Bem, mais engraçado ainda me tirou algumas belas gargalhadas, principalmente nos perrengues finais do livro, quando ele, Quentin, radar e Lacey ( amiga de Margo, que começa a ficar com Bem) se juntam em uma jornada final numa van... Esses capítulos finais e engraçados que fizeram o livro valer, a viagem em si, como dizem é bem melhor do que a chegada. No final de tudo, coisas são esclarecidas, algumas meio previsíveis para mim, mas mostradas em alguns aspectos não esperados, o que torna os motivos da garota mais profundos e bem menos vagos do que a principio eu achava. Margo se sentia mal onde vivia, No fim de tudo, quando agente fecha o livro e fica com amente em silencio, se percebe o que John Green queria dizer com tudo aquilo. As coisas que vemos, o modo como podemos enxergar uma pessoa pode não ser o modo como a pessoa se enxerga, ou de fato como ela é. Vemos versões de pessoas, da forma como nos agrada, reflexos errados, como dito no livro, depois que um barco se quebra é que é possível ver a luz que o atravessa, e  entender como ele realmente é de fato.
Embora tenha tido seus altos e baixos, eu gostei do livro, foi o primeiro do autor que eu li, e espero que os outros sejam igualmente bons e até melhores, pois Cidades de papel embora tenha sido lançado no Brasil depois de a culpa é das estrelas, foi escrito antes, e baseado no que venho lendo por ai, blogs a fora, a escrita do autor evoluiu a cada titulo. Surpresas melhores estão por vir para mim J


sábado, 22 de março de 2014

Juno


   O legal dos filmes considerados independentes é que eles sempre tem uma história que apesar de ser simples e humana, cativa o publico, e marca muitas vezes mais em nossos corações do que filmes de alto padrão de investimento, mas nebuloso.


   Juno é um desses filmes independentes, que no ano de 2007 surpreendeu muitos pelos seus prêmios e indicações, mas completamente merecido.






 história, Juno, a adolescente maluquinha descobre-se grávida após uma transa com seu colega de colégio/parceiro de banda, o magricela Paullie Blekker, ela conta a seus pais, ao garoto e a sua melhor amiga, mas toma a decisão de não ter o bebê, não abortá-lo, mas entrega-lo para adoção por um casal que ela encontrou nos classificados de um jornal) estavam tentando a cinco anos ter um filho sem sucesso, tendo agora em Juno a esperança de realizar seus sonhos, (mais precisamente, o sonho desesperado da futura mãe adotiva). A partir de então o filme é uma série de sacadas bem feitas, piadas engraçadas, principalmente da adolescente, que é esperta e bem sarcástica, mas não só de risadas se é feito o filme, existem momentos que são de chorar, sinceramente, e eu chorei mesmo kk, outros pontos positivos são os atores. Cada personagem serve de base para a história, nenhum é descartável ou serve de peso morto, pois cada um tem um carisma próprio que sustenta o elenco de coadjuvantes, e eu diria que bons coadjuvantes são tão importantes, ou mais, que o próprio protagonista.



   Nunca é fácil ser mãe, passar por coisas que nós homens não entendemos, ter a barriga crescendo e crescendo, cólicas, dores e enjoos, imagina, como é para uma garota do ensino médio, que não saca quase nada a não ser o rock da década de setenta? Mas Juno passa por isso sem grandes dramas, alguns aqui e outros ali, mas o fato é que ela embora, como ela diz “estou resolvendo problemas muito além da minha maturidade”, acaba resolvendo as coisas da melhor maneira possível a ela. É um filme muito bem mesmo.
   Outro aspecto legalzissimo ( eu sei que essa palavra não existe, dane-se) é a trilha sonora, cheia de musica Folk ( acho que é Folk, pelos vocais básicos e a gaita) musicas simples, mas que não sai da nossa cabecinha pela simpatia, aproveitem a sena dos créditos de abertura, onde uma musica muito legal divide espaço com uma espécie de animação, feita de fotografias continuas da garota caminhando e das ruas redesenhadas ( voltei e voltei várias vezes nessa parte de tão legal que é.) 




Para quem não sabe, o filme tem a mesma equipe de as vantagens de ser Invisível, de 2012, outro filme incrível, na minha humilde, mas absoluta opinião, hehe...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Edward mãos de Tesoura

 

   Eu acho que não se fazem mais filmes como antigamente. não que eu seja muito mais velho do que todos vocês, mas acho que talvez havia mais magia e delicadeza nas produções do que hoje em dia. acho que na década de noventa a crise de falta de criatividade não era tão grande como hoje em dia.
Edward mãos de Tesoura é muito lindo. é uma história doce, quase como um conto de natal ou algo relacionado, tamanho a simpatia da história.
   Edward não é um ser humano de verdade, fora criado, por um velho inventor que morava em uma mansão no topo de uma colina. seu criador acaba morrendo repentinamente antes que ele pudesse completar a sua criação, lhe dando mãos, Edward ficara inacabado, como ele mesmo dissera, com mãos de tesoura afiadas e uma solidão tão pontiaguda quanto. mas as coisas tomam um rumo diferente depois que uma vendedora de cosméticos o encontra e o leva para sua casa, ele passa a conviver com a família dela, os vizinhos curiosos e passa a ser famoso e reconhecido pelo dom que aprendera a ter. e se apaixona.
   A trilha sonora é completamente compatível com as senas mais significativas. ( minha preferida é a que ele vai a um programa de entrevistas, e é perguntado se há uma garota em seu coração. ele simplesmente olha para a câmera, e a garota, que vê TV olha também, e é como se ambos olhassem um para o outro por alguns instantes, a música mais a sena derrete qualquer coração mais molenga rs).
no final, acho que a lição que se tem é que nem sempre somos perfeitos, mas que nos completamos quando encontramos algo de bom em nossas vidas, que fazem valer a pena a solidão até então tida.

Curiosidade: Esse foi o primeiro filme de parceria que duraria tanto: o diretor Tim Burton e  Johnny Depp.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resenha: O Chamado do Cuco

   Roberth Galbreath, aparentemente seria um autor em ascensão, logo em seu primeiro livro estava vendendo muito bem, recebendo propostas e conquistando as boas opiniões dos jornalistas e críticos literários; entretanto uma informação vazada e a verdade fora descoberta: Galbreath era um pseudônimo de J.K Rowling, a criadora de Harry Potter, daí em diante as vendas explodiram, afinal era um livro da grande cavadora de ouro, ou seria galeões? Kk
   Entretanto O Chamado do Cuco não se sustenta pelo nome de seu autor, até porque J.K pretendia ocultar essa informação o mais que pudesse, não, o Chamado é uma história muito interessante e envolvente, quando você se propõe a se envolver.
   A trama é sobre uma modelo muito famosa, e rica, que cai do andar do hotel onde estava e morre, todos acreditavam se tratar de um suicídio, até mesmo a policia, entretanto, seu irmão crente de que havia mais coisas obscuras contrata Cormoran Strike, um ex-militar e agora detetive particular, a investigar o caso. Mas o que mais havia a se investigar? O caso da modelo fora desmembrado por jornalistas e policia por muito tempo, as informações haviam se tornado comuns, o que mais haveria de se escavar? Em duvidas, Strike aceita o caso, afinal, está com dívidas em todo o canto, e acabara de se separar de sua namorada, restando a ele dormir em seu próprio escritório e contratando secretárias temporárias, uma delas, Robin que chega a seu escritório.

   Robin sempre quisera se envolver em casos misteriosos e viu uma oportunidade ser a secretaria e participar daquele mundo sherloquiano. O livro todo é uma constante busca por detalhes, Cormoran vai atrás de qualquer pessoa que tenha passado pela vida de Lula, desde amigas modelos, seu estilista, familiares e motorista. É interessante como cada pedacinho é registrado no livro. Você não entende nada, aonde tudo isso vai dar, mas quando você lê as ultimas páginas, você percebe que cada entrevista valeu a pena. Essa é o trunfo dos livros policiais, mesmo oferecendo as pistas, os suspeitos e tudo o mais, você não consegue identificar alguém especialmente suspeito, e quando o faz, sua ideia estava completamente errada, é frustrante, mas divertido ao mesmo tempo kk. J.K soube escrever uma boa história de detetive, com tudo o que deveria ter. começou muito bem, e uma continuação já está garantida e deve ser lançada daqui a alguns meses. Valeu a pena ter comprado.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As Vantagens de ser invisível (livro)

 
 Quando eu comprei esse livro eu não tinha lá grandes expectativas, talvez seja esse o segredo: não ir com sede demais ao pote. não que eu não houvesse me interessado, mas é que segundo várias resenhas literárias em blogs e vlo
gs por ai, falavam bem, mas não tão bem assim. quando eu comecei a ler achei o mesmo. a história parecia simples demais, o personagem parecia uma criança, que chorava por qualquer coisa, talvez fosse grande coisa para o Charlie, afinal, levando em conta tudo, talvez eu pudesse entende-lo melhor, depois de alguns capítulos eu comecei a entrar no clima da história e me divertir e me entristecer mais.
Charlie é um rapaz sem muitos amigos, aliás, nenhum; seu único amigo havia cometido suicídio no verão anterior e agora, nas novas aulas, em fim no ensino médio, ele pretende mudar as coisas. lá ele conhece Sam e Patrick e se tornam amigos, meu personagem favorito é o Patrick, ele é engraçado demais e ao mesmo tempo ferido, pela situação em que passa por amar outro cara que infelizmente tem problemas para assumir isso. todos os personagens, ao menos os principais, passam por alguma coisa ruim, o que não torna uma história de adolescentes sofredores, Sam e Charlie sofreram do mesmo trauma, o abuso sexual, nem sempre percebido por eles mesmos, e no final você se choca, para quem não conhece a história (diferente de mim) mesmo eu que já conhecia, tive uma reação que eu não esperava ter. é ótimo quando você entende a mensagem que um autor quer passar, por fora das senas, dos atores, das palavras, quando você entende , depois de cavar, e desviar-se de toda a distração, do que realmente tem o significado daquilo tudo. E eu tive o esclarecimento.
   É um livro sobre aceitação, seguir em frente, não necessariamente por vontade própria. é algo maior do que o que acontece com o personagem, ou qual personagem você deve odiar ou não. não existe vilão, é algo hereditário. as pessoas as vezes são resultados das dores que tiveram ao longo da vida. os abusos que Charlie sofreu são resultados da perturbação dos abusos que sua tia sofreu em um dado momento; um primo de Charlie que se torna alcoólatra por ver seu pai beber o tempo todo; outro que nunca tocará em um copo com bebida... o fato é que o livro é uma mensagem, sobre que tipo de pessoa você pode se tornar quando passa por algo, você pode aprender com isso e fazer diferente, superar, ou pode carregar isso, como uma maldição triste e conviver com ela.
   Charlie conseguiu, amigos, pessoas que o fizessem se sentir novo, especial, ele conseguiu, ele se sentiu livre feliz, pode seguir em frente, pois ama e é amado, porque se sente infinito.


Ps: Eu gostei do livro, mas acho que o filme me conquistou mais, por isso prefiro o filme, e isso é um grande elogio, em vista que nem sempre os filmes são melhores que suas versões originais.

Ps 2: vale a pena procurar as músicas que o Charlie curte, como a preferida dele Asleep da banda The Smiths, que é linda, e quem sabe, os livros que ele lê ao longo da história também.